Estamos na última semana de 2010 e já fui questionada se estou feliz com a chegada do ano novo. O ano novo chega todos os anos não é? pensei comigo. Não consigo imaginar um ano novo que não apareça... Um brinde a ele.
Confesso que acho meio estranho essa coisa de felicidade absurda no ano novo, obrigação de estar feliz e radiante.
O ano novo não resolve o problema que vc já tem (se o tem). Eu por exemplo estou com um baita problema de sinistro com um ex-inquilino, prazo curto para apresentar as exigências da Seguradora, documentos, documentos... taí uma novela bem aborrecida na última semana do ano, estou bem agitada... deixa pra lá.
Voltando ao ano novo... Gosto de pensar que consegui passar por mais um ano e continuar bem, vamos ao próximo! (meu bom e velho otimismo).
Gosto de pensar nas pessoas que passaram na minha vida, algumas se tornaram amigas, outras me mostraram algum aprendizado e outras apenas passaram, mas todas foram relevantes, cada uma a sua maneira.
Desde que mudei pra Bahia tenho enfrentado desafios e o maior deles é a saudade que sinto da minha família em São Paulo, dos meus amigos de São Paulo, da cidade de São Paulo. No começo de 2008 eu brinquei com minhas amigas:- Meninas, ano novo, campeonato novo, chuteira nova, uniforme novo... vamos à luta, pois esse ano é o ano da colheita. Colhi um relacionamento em 2008, mudei de cidade em 2009, trabalho a adaptação em 2010. O que será que vem em 2011? Por enquanto vamos brindar, dar boas vindas e deixar ele mostrar o que trouxe..
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Farofeiros sim, mas não espalhe.

O baiano não se deu conta de que ele é farofeiro por natureza, que ser farofeiro faz parte da cultura local. Não sabem ver a praia apenas com o colorido das cadeiras e guarda sóis, não basta ter cerveja, refrigerante, água mineral, água de coco e eventualmente um sanduiche natural, eles precisam da parte da farofa.
O que um farofeiro faz quando vai a praia? Além da sunga, toalha, protetor solar, cadeira e guarda sol, o farofeiro leva o frango, arroz, farofa para o almoço, frutas e outras coisinhas para beliscar ao longo do dia.
Na Bahia é assim, com uma pequena diferença, o aparato farofeiro já está na praia te esperando, está numa barraca. Peixe, frango, polvo, camarão, arroz, farofa, caranguejo, acarajé e o que mais vc imaginar para o almoço, coisinhas e petiscos para beliscar ao longo do dia. Diferente ? Nem tanto.
Onde quero chegar...
Por conta de uma ordem judicial, a Procuradoria Geral da República ordenou que todas as barracas da orla de Salvador fossem desmontadas, pois estavam em área pertencente a Marinha. Os barraqueiros fizeram ouvidos de mercador no melhor estilo ninguém se mexe, vamos ver como fica. Na semana seguinte um trator em cumprimento a ordem judicial passeou pela orla derrubando todas construções que estavam na faixa de areia, o baiano se desesperou; como ele iria curtir o fim de semana? Imagine ir a praia e não ter barraca com todas aquelas iguarias farofeiras de costume, sensação estranha, uma coisa esquisita, como reticências... Um não sei o que, um vazio...
Todos comentavam o ocorrido e a vida seguia. Num desses fins de semana fui a praia e confesso que achei a praia mais bonita, mais limpa, quando fui embora parei num posto pra abastecer:
- Dona, a praia não tá esquisita sem as barracas? O frentista me pergunta.
- Não acho, ela tá mais bonita e mais limpa.
- Pode ser dona, mas daqui pra frente vai ficar cheia de farofeiros.
Cheia de farofeiros? mas é justamente o que as barracas fazem, reunir os farofeiros num único lugar e espalhar a sujeira por entre as mesas. A diferença é que vc não precisa levar o seu farnel, ele já está lá te esperando.
Pois é, baiano é farofeiro sim, mas não espalhe.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Eu sou F - O - D - A !!
Meu pai costumava dizer que eu era um menino no corpo de uma menina, afinal ninguém era páreo para as minhas artes e minhas artimanhas.Pois é... tive a oportunidade de conhecer o filho de um amigo, ele se chama Gustavo, deve ter uns 6/7 anos e me faz voltar no tempo de criança.
Quando ouço ou leio alguma história do Gustavo logo imagino que o nome dele deve ser o mais pronunciado na casa, pois comigo era assim e com ele deve ser bem parecido.
- Gustavo pára com isso.
- De novo Gustavo?
- Gustavo vem aqui já!
Eu? Eu era apenas uma menina cheia de energia e vivacidade, não tinha as sacadas que o Gustavo tem pra escorregar dentre os olhos vigilantes dos pais e olha que eu tentava.
O pai dele me mostrou um pequeno diálogo entre eles, eu era só sorrisos lendo (não tinha como não rir).
- Vc se acha, hein!
- Não pai, mas quando eu faço uma coisa legal, inteligente, eu falo: "Eu sou f-o-d-a" (ele falava soletrando).
- Como é que é Gustavo?
- Eu sou f-o-d-a. Não é palavrão!..
Não Gustavo, soletrar não é palavrão é esperteza sua mostrando que com você o ofício é árduo, não dá tempo pra descanso e que você é arteiro sim, mas com estilo.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Gentileza gera gentileza e outras tantas coisas boas.
To aqui pensando (eu faço demais isso). Quando será que as pessoas vão se dar conta de que um ato de delicadeza pode fazer muito mais do que o retorno de um obrigado.Gentileza abre portas, é capaz de transformar um dia que começou ruim num dia cheio de esperança. Não aquela esperança do telefonema, do aumento de salário, da mudança de emprego, do pagamento de uma conta. To falando da esperança que sentimos quando fazemos algo que faz nosso coração sorrir.
Tempos atrás assisti um filme que se chamava A Corrente do Bem, nele cada pessoa se comprometia a fazer o bem para 3 pessoas. Estas 3 pessoas beneficiadas fariam algo bom para mais 3 e assim sucessivamente. Podemos fazer A Corrente de Gentileza, paramos por uns minutos (não precisa mais do que cinco) para fazermos algo gentil pra alguém.
Pode ser qualquer coisa, desde que seja um ato de gentileza. É fácil ser gentil com as pessoas que amamos, com os amigos, com os colegas de trabalho, mas será que conseguimos fazer isso com desconhecidos? Um bom dia e um obrigado para o manobrista que estacionou seu carro, ainda que ele estivesse visivelmente de mal humor. Um por favor antes de fazer uma pergunta. Diminuir consideravelmente a velocidade do carro para permitir que alguém atravesse a rua com calma. Coisas aparentemente tão simples, mas que poucas pessoas fazem.
Desde que conheci a história do profeta Gentileza eu tenho isso em mente. Não custa nada ser gentil, abre um enorme sorriso no rosto e traz alegria pra alma, afinal gentileza gera gentileza.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A vida num blog.
To aqui pensando...
Imagine se a minha vida fosse um Blog antecipado. Eu escreveria a situação que estava por vir com todas as suas implicações e comprometimentos, as pessoas que me amam dariam suas opiniões e me aconselhariam. Eu leria, ponderava e na maioria das vezes faria a coisa certa.
Isso me pouparia muitas caixas de lenço.
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